Distúrbios maníaco-depressivos ou transtorno bipolar é uma forma de transtorno de humor caracterizado pela variação extrema do humor entre uma fase maníaca ou hipomaníaca, hiperactividade e grande imaginação, e uma fase de depressão, inibição, lentidão para realizar ideias, e ansiedade ou tristeza.É uma doença principalmente caracterizada por episódios repetidos ou alternados de mania e depressão.
Um indivíduo que possua deste distúrbio está sujeita constantemente a episódios de extrema alegria, euforia e humor muito elevado, e também a episódios de humor muito baixo e desespero completo. Contudo, entre estes episódios é comum que passe por períodos de normalidade.
Deve-se ter em conta que este distúrbio não consiste apenas em meros altos e baixos, uma vez que altos e baixos são normais em qualquer pessoa sem que constituam um distúrbio. As mudanças de humor do distúrbio bipolar são mais extremas que aquelas que todos nós experimentamos.
Um indivíduo portador de bipolaridade ou transtorno bipolar pode chegar ao extremo da depressão e de seguida cometer suicídio, ou ao extremo da euforia de tentar escrever um livro num só dia, por exemplo.
Como identificar os Distúrbios maníaco-depressivos?
Por exemplo, o entusiasmo para comer uma pizza num sábado à noite, juntamente com discussões com amigos podem ser fortes indícios. Estes sinais não estão ligados a factores externos. Uma pessoa com este tipo de transtorno passa de “8 a 80” em emoções e humores com facilidade, experimentando desânimo, tristeza, ansiedade, falta de sono, prazer, euforia, agitação, agressividade, impulsividade e distracções, entre outros sintomas.
O bipolar quase nunca percebe quando está hiperagitado. Quando perceber, é normal que se recuse a aceitar o facto. Nem sempre os sintomas maníacos ou depressivos são bem claros, até quem convive com um bipolar tem dificuldades em distinguir uma aflição comum de uma depressão, ou uma alegria de uma euforia.
Esta doença é de difícil diagnóstico, mesmo para profissionais de saúde que acompanhem há um longo tempo o paciente. Após o diagnóstico positivo do transtorno vem a fase seguinte, e a mais difícil para o portador do transtorno: saber se o doente está ou não em surto.
Tratamento
O distúrbio bipolar é uma patologia que acomete cerca de 1,6% da população hoje em dia e já é tratável. As alarmantes trocas de humor podem ser controladas por medicamentos já conhecidos. O tratamento com carbonato de lítio é o mais antigo e ainda em uso, contudo já há significativos progressos no estudo de novos tratamentos com novas medicações introduzidas na medicina nos últimos tempos.
O tratamento moderno de transtorno bipolar é feito com uso contínuo de olanzapina ou quetiapina, em vez de lítio. Hoje há remédios de última geração que controlam com sucesso qualquer alteração de humor para os dois pólos da doença.
Com o uso de medicamentos adequados e de apoio psicológico, é perfeitamente possível atravessar períodos indefinidamente longos de saúde e ter vida plena.
O tratamento exige acompanhamento profissional, o uso fiel dos medicamentos adequados e o comprometimento do paciente em procurar para si uma vida melhor. O apoio e a compreensão da família e amigos chegados são de grande valia ao doente.
Grandes personalidades com transtorno maníaco-depressivo:
Winston Churchill (primeiro ministro inglês)
Ernest Hemingway (prémio Nobel da literatura)
Kurt Cobain (vocalista dos Nirvana nos anos 90)
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