terça-feira, 9 de novembro de 2010

Epilepsia

A epilepsia é uma alteração na actividade eléctrica do cérebro, temporária e reversível, que produz manifestações motoras, sensitivas, sensoriais, psíquicas ou neurovegetativas. Para ser considerada epilepsia deve ser excluída a convulsão causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos.
Existem várias causas para a epilepsia, uma vez que muitos factores podem lesionar os neurónios ou o modo como estes comunicam entre si. As causas mais frequentes são: os traumatismos cranianos, provocando cicatrizes cerebrais; traumatismo de parto; interrupções do fluxo sanguíneo cerebral causado por AVC ou problemas cardiovasculares; ou doenças infecciosas e tumores.
Podem ser encontradas lesões no cérebro através de exames de imagem, como a tomografia computadorizada, mas normalmente tais lesões não são encontradas.
Existe uma discussão sobre a “personalidade epiléptica” no sistema legal, mas de um modo geral o epiléptico não deve ser considerado inimputável.
Quando se identifica uma causa que provoque a epilepsia, esta é designada por “sintomática”, que quer dizer que a epilepsia é apenas o sintoma pelo qual uma doença subjacente se manifestou; em 65% dos casos não se consegue detectar nenhuma causa, e assim a epilepsia é chamada de “idiopática”; quando se suspeita da existência de uma causa mas não se consegue detectar a mesma, a epilepsia é designada de “criptogénica”.

Alguns factores que podem desencadear crises epilépticas:

1.       Mudanças súbitas da intensidade luminosa ou luzes a piscar (algumas pessoas têm ataques quando vêem televisão, jogam no computador ou frequentam discotecas);
2.       Privação de sono;
3.       Ingestão de bebidas alcoólicas;
4.       Febre;
5.       Ansiedade;
6.       Cansaço;
7.       Ingestão de algumas drogas e medicamentos.

“Em todos os países, a epilepsia representa um problema importante de saúde pública, não somente pela sua elevada incidência, mas também pela repercussão da enfermidade, a recorrência das suas crises, além do sofrimento dos próprios pacientes devido às restrições sociais que na maioria das vezes são injustificadas” – afirma um neurologista, que também é professor da Universidade de Guadalajara, no México.

Ao contrário do que muitos pensam, a epilepsia não é incurável, existem tratamentos com medicamentos e cirurgias capazes de controlar e até curar a epilepsia. Os principais medicamentos utilizados são a Fenobarbital, Fenitoína, Valproato, Carbamazepina e Depakine.

Grandes personalidades com epilepsia:
 - Fiódor Dostoievski (escritor russo);
 - Alexandre o Grande (rei macedónico);
 - Alfred Nobel (inventor da dinamite e do prémio Nobel);
 - Napoleão Bonaparte (imperador francês).

“Sim, eu tenho a doença das quedas, a qual não é vergonha para ninguém. E a doença das quedas não impede a vida.” – Fiódor Dostoievski

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