sexta-feira, 22 de outubro de 2010

EUREKA (ou a Descoberta da Densidade) - parte I

Sexta-Feira, 17 Setembro 2010

Muito bem, cremos que está na hora de acabarmos com o suspense que criámos (se é que criámos algum) no primeiro post. Com o suspense e com a nossa indecisão.
A nossa mensagem: Eureka!
A tradução: Finalmente temos um tema!
Depois da fastidiosa e deliberada procura, para não dizer alguns parafusos queimados e suspiros de cansaço, acabámos por recolher alguns temas que nos interessavam, todos relacionados com ciências da saúde, nomeadamente oncologia e doenças mentais.
Qual destes temas escolhemos?, perguntarão vocês. Parece-nos que a resposta é óbvia:
Doenças Mentais.
Somos loucas? Provavelmente. Mas como já referimos antes, "de são e de louco todos temos um pouco".O nosso tema não é inédito, mas não deixa de ser por isso menos interessante. Por uma questão muito simples; apenas pedimos para pensarem um pouquinho: qual é a noção que têm de alguém com doença mental?
...
Talvez pensem simplesmente em alguém que ande por aí desnorteado a caçar gambuzinos, a balbuciar disparates e a gesticular para o ar. Ou talvez numa pessoa que fique enrolada numa concha, lamuriando para si próprio acerca da perseguição de que é alvo por parte do mundo e arredores, de olhar fixo e que tenha ataques de fúria de cada vez que alguém se tenta aproximar dele.
Agora tomando as coisas mais a sério, levando isto muito ao extremo até se podia dar o caso; não é raro. Contudo, devemos ter o bom senso de perceber que a doença mental não se resume a isto, e que as pessoas que sofrem dela não são meros "maluquinhos". São muitas vezes pessoas como qualquer outra, que passam despercebidas na multidão. Entre o preto e o branco, há muitos tons de cinzento.
É precisamente essa distinção de "cores" que queremos evidenciar. Queremos arrancar estas doenças do mistério em que estão envoltas e perceber como a sociedade lida (ou não) com estes doentes. Dito de outra maneira, queremos desmanchar o preconceito.

Deixando-nos de divagações, uma coisa é certa: descobrimos um tema (o que já não era sem tempo).
Muito bem, estamos a meio caminho. Só precisamos de saber se ao evendrar por esta estrada chegaremos a algum lado e se não encontraremos nenhum beco sem saída. O nosso projecto é, afinal, viável ou não?

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