terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Sexta-feira, 7 Janeiro 2011

Está na altura de criar asas. De expandir os nossos horizontes e sairmos do ninho...
De nos deixarmos invadir por uns laivos de rebeldia e fazer-nos à vida!
Portanto, que melhor maneira de começar do que baldar-nos às aulas? Sair deliberadamente da aula, da escola, bater com todas as portas e seguir o nosso próprio caminho. A vida não se aprende nos livros, mas sim nas experiências.
Foi precisamente isto que fizemos.
Bem, hm... ou não. Deixem-me ao menos esclarecer alguns pontos: a nossa nova atitude de "meninas más" é inteiramente para o bem do nosso trabalho. Saímos da escola durante uma aula de Área Projecto para ir "bater a todas as portas" que nos possam ajudar. Mais concretamente, para ir bater à porta do Hospital.

Diário da jornada:
10:06
Saímos da escola e encaminhamo-nos depressa para o Hospital do Patrocínio. Dispomos apenas de 90 minutos e esperamos conseguir (milagrosamente ou não, tanto faz) uma visita guiada à ala psiquiátrica com o enfermeiro-chefe. Se calhar estamos a pedir demasiado. Vamos reformular: esperamos conseguir "marcar" uma visita à ala psiquiátrica num dia não muito distante. No pior cenário: esperamos conseguir... qualquer coisa.
Depois da nossa incrivelmente longa e extremamente perigosa jornada, aquilo que resta de nós consegue chegar ao aclamado destino.
Entusiasmadas, subimos as escadas. Há pouco movimento àquela hora, apenas passámos por um homem... Todos somos seres apressados a deslizar lado a lado e não nos dignamos a olhar para o rosto uns dos outros. Acompanhamos o ritmo inflexível dos tempos...
Grande erro! Depressa descobrimos que o senhor que passou por nós era o próprio enfermeiro-chefe. Não sabemos se havemos de rir ou chorar. Em caso de dúvida, escolhemos ostentar sorrisos embaraçados, como as tontas que somos.
Agora? Esperamos sentadas. Literalmente. Não há muito mais para fazer.

10:15
Esperamos mais um pouco.

10:22
E continuamos à espera...

10:31
Vimos o enfermeiro-chefe a subir as escadas. Finalmente. Vamos ter com ele e explicamos-lhe ao que vimos. Contudo, ele não tem tempo para nenhuma visita, nem para marcar nenhuma visita, nem sequer para nos ouvir. Como ele diz: "Só ligando para o hospital e aparecendo lá um dia de manhã" (desde que não seja uma sexta-feira, presumimos); o que nos coloca outro problema: quando é que podemos fazer isso?
Teremos que arranjar uma solução. Mas por agora, o que temos de fazer é regressar à sala, abatidas mas não desmoralizadas, e começar a definir um novo plano.

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