Caros leitores, aqui vos deixamos outra entrevista de uma rapariga que sofre de epilepsia. Esta entrevista foi realizada para termos uma visão mais pessoal deste tipo de doença.
1- Quando é que te foi detectada a epilepsia? E como?
A epilepsia foi-me detectada aos 14 anos através de um diagnóstico que os médicos fizeram; de um exame que realizei com o nome de Electroencefolograma.
2- Tinhas alguma noção do que era essa doença?
Sabia algumas coisas básicas da doença, mas nada especifico. Sabia que tinha que ter alguns cuidados e que poderia ter uma vida perfeitamente normal porque tinha a perfeita noção que esta era uma doença que podia aparecer a qualquer pessoa em qualquer circunstância.
3- Como reagiste perante a situação? E como reagiram os teus pais?
Como já tinha referido, reagi com perfeita naturalidade, porque sabia que a qualquer altura esta doença podia desaparecer. Os meus pais, posso dizer que também reagiram bem. Ao saberem que tinha esta doença o seu objectivo era medicar-me para controlar possíveis ataques convulsivos.
4- Tomas algum tipo de medicação? É eficaz?
Sim. Já tomei imensos medicamentos como: Depakine 500 mg, Tegretol 200 e 400mg, Diplexil 1000mg, Zonegran 100 e 50mg. Todos esses medicamentos tem um efeito de sonolência mas com a continuação desaparece. Posso dizer que são eficazes, porque se não fossem não estaria melhor desta doença.
5- Que cuidados tens que ter no dia-a-dia?
Evitar músicas altas, luzes muito claras e flashes.
6- O que é que mudou na tua vida?
Sinceramente não mudou muita coisa, já que tenho uma vida normal. A única coisa que isto fez foi com que desistisse da escola durante um período porque tinha muitos ataques convulsivos, tendo que voltar a repetir o ano.
7- Como é que achas que as outras pessoas reagem à epilepsia?
Algumas pessoas têm noção do que é esta doença, mas outras infelizmente não, sendo que houve um período que quando pessoas souberam de eu ter esta doença começaram a afastar-se de mim e discriminar-me.
8- Há alguma informação que achas que nos pode ser útil e gostasses de acrescentar?
Quando assistirem a um ataque convulsivo o que devem fazer é: desviar possíveis objectos cortantes, deixar a pessoa ter o ataque e não lhe tocar, quando parar virar a pessoa para o lado esquerdo e nunca lhe metam a mão na boca, porque isso de dizerem que a pessoa engole a língua é mentira. Quando a pessoa acordar acalmá-la e explicar-lhe o que aconteceu e esperar com ela pelos bombeiros. Se ela por acaso ficar agressiva não a segurem, acalmem-na apenas, e se ela urinar durante o ataque é normal. Não façam troça disso, apoiem-na.
Através da comparação das duas entrevistas, podemos constatar que pessoas diferentes reagem de maneiras diferentes à mesma doença.
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